domingo, 18 de outubro de 2009

Ouça todos os Sábados às 21h na 93.3FM - Programa Aviva Gospel - O maior sucesso em seus sábados à noite !

'' Não temas; pelo contrário, fala e não te cales; porquanto eu estou contigo e ninguém ousará fazer-te mal, pois tenho muito povo nesta cidade.''

'' Assim a palavra do Senhor crescia e prevalecia poderosamente.'' Atos 18.9-10 ; 20.19

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Apresentação : Pastor M. Price http://www.mprice.com.br/

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terça-feira, 25 de agosto de 2009

PREGADORES EM CHAMAS

Pastor Mauricio Price é missionário e médico. Presidente do Diretório Estadual no Rio de Janeiro e Membro do Conselho Consultivo da Sociedade Bíblica do Brasil. Atua no ministério cristão universitário desde 1997. Escritor e colunista de vários jornais cristãos.


’Ah, que o fogo sagrado possa começar a arder em mim. E queime a escória dos desejos vis e faça os montes ruirem.’’ Carlos Wesley

‘’Irmão, a Igreja perdeu “fogo’’ do Espírito Santo e por causa disso a humanidade vai para o fogo do inferno.’’ Leonard Ravenhill

Confesso que nesses últimos meses tenho recebido alguns e-mails e até telefonemas de queridos irmãos em Cristo procedentes de igrejas evangélicas históricas, pentecostais e neopentecostais que compartilham comigo a mesma aflição em suas vidas cristãs. A maioria deles compartilham e até reclamam do “alimento espiritual’’ que está sendo servido em suas comunidades. O assunto é sério, e também porque não dizer, trágico. Preocupa-me enquanto Ministro do Evangelho essa situação. Alguns dizem: - Pastor, prega-se atualmente sobre muitas coisas na minha igreja, menos sobre a Bíblia, seus princípios e mandamentos. O que está acontecendo nos púlpitos das igrejas?


De fato, alguns pregadores nos púlpitos das igrejas locais têm valorizado muito os assuntos que agradam ao povo, mas se esquecem que a preocupação maior deles deve ser com a santidade e maturidade espiritual de seus ouvintes. Por isso, é cada vez mais raro ouvir sermões bíblicos sobre céu e inferno; pecado e santidade; compromisso e sacrifício; concerto e arrependimento. Aliás, é mais fácil e atraente engodar os neófitos com a teologia da prosperidade ou com mediocridades superficiais que em nada edificam. Pense nisso


A História da Igreja de Cristo nos recorda que houve um inglês de origem humilde que, em 1878, declarou guerra contra duas poderosas frentes: a pressão da pobreza e o poder do pecado. Doze anos mais tarde, ele publicaria seu único livro: “In Darkest England — and the Way Out” (Na Inglaterra mais escura — e o caminho de saída). Seu nome é William Booth (1829-1912), o pastor metodista que fundou o Exército de Salvação. Quando alguém lhe perguntou quais seriam os maiores perigos doutrinários do século 20, ele respondeu de pronto: “Religião sem Espírito Santo, cristianismo sem Cristo, perdão sem arrependimento, salvação sem novo nascimento, política sem Deus e céu sem inferno”.


Vivemos tempos difíceis, onde a superficialidade do Cristianismo na vida de alguns crentes prejudica o árduo trabalho de evangelização da Igreja. É possível que atualmente tenhamos o maior índice de pessoas freqüentando templos evangélicos, com o mais baixo índice de espiritualidade de todos os tempos. Dessa forma, todo pregador do Evangelho precisa reconhecer a magnitude de sua tarefa diante do Senhor da Igreja e da Igreja do Senhor como’’...despenseiros dos mistérios de Deus’’(1Co4.1).


Aliás, o Rev. Richard Baxter, que era ministro da Igreja Kidderminster, na Inglaterra, no tocante ao exercício do ministério cristão, respondeu certa vez quando foi tachado de ocioso por um de seus críticos:


‘’ A pior coisa que eu poderia desejar-lhe era que tivesse minha folga em vez do seu trabalho. Tenho razões para me considerar o menor de todos os salvos, e no entanto, não teria receio de dizer ao acusador que considero o serviço da maioria dos trabalhadores desta cidade um prazer para eles, em comparação com o meu, embora não trocasse minha tarefa com a do mais importante príncipe. O serviço deles ajuda a conservá-los com saúde; o meu consome-a. Eles trabalham tranquilamente; eu, em dores constantes. Eles têm horas e dias para seu lazer; eu mal tenho tempo para me alimentar. Ninguém os incomoda por causa de seu ofício; quanto a mim, quanto mais trabalho, mais ódio e perturbações atraio sobre minha pessoa’’.


Confesso também que algumas das minhas aflições no ministério cristão não procedem de “fogo inimigo’’, vindo do inferno e seus demônios, mas de “fogo amigo’’ oriundo do arraial dos “santos’’. Precisamos nessa geração de pregadores que venham a arder em chamas com o “fogo’’ do Espírito e não com o “fogo’’ da inveja, do ciúme e da contenda(Ef 5.18). Que Deus tenha misericórdia da sua Igreja! Pois, o “fogo’’ do Espírito Santo destrói a velha natureza, purifica a nossa alma, aquece o amor e o perdão em nossos corações, e ainda nos enche do poder do Alto(At1.8). Aleluia!
Por isso, amados(as) do Senhor Jesus, clamemos diante dele: ‘’ Manda teu fogo Senhor ! ‘’ Ele quer usar você! ‘’ Em Deus faremos proezas...’’


No amor de Cristo, Pastor M. Price


sábado, 13 de junho de 2009

OS PROFETAS DE DEUS NO VALE DA INTIMIDADE

Pastor Mauricio Price é missionário e médico. Presidente do Diretório Estadual da Sociedade Bíblica do Brasil no Rio de Janeiro. Escritor e colunista de vários jornais cristãos.
‘’Ninguém se torna totalmente aceito enquanto, em primeiro lugar, não tiver sido totalmente rejeitado.’’ Autor desconhecido

‘’Frequentemente a multidão não reconhece um líder senão após sua partida e, em seguida, edifica um monumento para ele, com as pedras com que o apedrejaram em vida.’’ J. Oswald Sanders


Recordo-me de uma experiência pessoal que ocorreu em certa incursão missionária que realizei nesse ano de 2009. Estava dirigindo acompanhado de um obreiro auxiliar em direção a uma importante igreja local num município da região serrana fluminense, onde iria pregar à noite numa conferência missionária a convite do pastor da igreja. A cidade fica localizada num belíssimo vale da região. O culto foi muitíssimo abençoado. Durante o percurso da viagem creio que o Espírito Santo me fez lembrar algumas preciosas lições espirituais sobre o texto de Ezequiel 3.22-23 que diz: ‘’ A mão do Senhor veio sobre mim, e ele me disse: levanta-te, e sai para o vale, onde falarei contigo. Levantei-me, e saí para o vale, e eis que a glória do Senhor estava ali, como a glória que eu vira junto ao rio Quebar; e caí com o rosto em terra.’’
Gostaria de compartilhar algumas preciosas verdades sobre os ‘’vales’’que enfrentamos. Uma das maiores lições que aprendo nesse texto bíblico é que os ‘’vales’’ que enfrentamos em nossa vida e em nossos relacionamentos, sejam quais forem, são os lugares de intimidade, de revelação divina e de profundo revestimento de poder e unção do Alto. Isso mesmo! Os ‘’vales’’ que passamos são os lugares ou circunstâncias onde Deus se manifesta em nosso favor e nos usa de maneira sobrenatural, assim como foi na vida do profeta Ezequiel. Creia nisso! O ‘’vale’’ é lugar de intimidade com o Altíssimo. O ‘’ vale’’ é lugar de revelação e reposta de oração.O ‘’vale’’ é momento de quebrantamento, arrependimento e de reconciliação com Deus. Meu amigo(a), qual é ou quais são os seus vales ? A rejeição, a discriminação, a ingratidão, a solidão, a inveja, a perseguição, o ciúme, a calúnia, a crítica... Confesso que tenho enfrentado alguns desses ‘’vales’’ em meu ministério cristão por amor ao Senhor da Igreja e a Igreja do Senhor. E você? Pense nisso.
O profeta Ezequiel , como Jeremias também, não só exercia o ministério profético, mas era também sacerdote. Ele profetizou durante o cativeiro. Com vinte e cinco anos de idade foi levado cativo para a Babilônia, em 597 a.C, com a classe mais elevada do povo, onze anos antes da destruição de Jerusalém. Deus mandou Ezequiel ao povo do cativeiro. Ele enquanto porta voz de Deus era um cativo dando assistência a cativos.
Desse forma, meu querido(a), precisamos aprender que para ajudarmos aqueles que estão enfrentando os ‘’vales’’ da vida, temos primeiro que superar os nossos.Logo, não murmure ou estranhe se você estiver passando por algum ‘’ vale’’ nesse momento. Confie em Deus, pois Ele está tratando com você. Lembre-se que esse será o lugar ou circunstância que o Senhor vai se manifestar em teu favor, pois ‘’ a glória do Senhor estava ali...’’ Ez 3.23. Aleluia!
Aprecio a lucidez espiritual de Leonard Ravenhill, pregador avivalista, quando diz: ‘’ Os profetas são homens solitários. Andam sozinhos; oram sozinhos. O próprio Deus, ao criá-los, os faz diferentes do homem comum; não são ‘’fabricados em série’’.
Todo líder que preserva altos padrões espirituais poderá, às vezes, ver-se acompanhando o Mestre pelo caminho da rejeição, porque ‘’ Ele veio para os seus, e os seus não o receberam.’’ Jo 1.11. Nem sempre acontece isto, mas tem sido a experiência de muitos. Todo pregador tem a opção de escolher ser em sua geração um líder ou um profeta. Esse dilema foi tratado com propriedade pelo Dr. A. C. Dixon, pastor da Igreja Moody, de Chicago e, depois, do Tabernáculo de Spurgeon, em Londres quando diz:

´´ Todo pregador deve ser primariamente um profeta de Deus, que prega da maneira como Deus lhe ordena, não importando os resultados. Quando ele se conscientiza de que é um líder em sua própria igreja, ou denominação, atingiu uma crise em seu ministério. Precisa, então, escolher uma dentre duas coisas: será profeta de Deus ou líder de homens. Se ele procurar ser tanto profeta como líder, será, provavelmente, um fracasso nas duas áreas. Se ele decidir manter sua liderança a todo custo, poderá facilmente cair no nível do político que manobra os barbantes, a fim de ganhar ou manter uma posição. Se ele decidir que será um profeta, apenas enquanto e na extensão em que não perderá sua liderança, ele se tornará um diplomata, e deixará totalmente de ser profeta.´´

Meu querido(a), e você? Qual tem sido a sua escolha nessa geração? Ser apenas um líder ou de fato um profeta? Lembre-se que são nos ‘’vales’’que os profetas são treinados. Minha oração é que o Senhor nesses dias de covardia e frouxidão moral, inclusive no chamado mundo cristão, levante homens e mulheres de Deus que desejem agradar mais a Ele do que aos homens. Aleluia! ‘’ Em Deus faremos proezas...’’

No amor de Cristo, Pr. M. Price

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quinta-feira, 23 de abril de 2009

O CLAMOR PROFÉTICO PELA INTEGRIDADE E UNIDADE DA IGREJA


Pastor Mauricio Price é missionário e médico. Presidente do Diretório Estadual da Sociedade Bíblica do Brasil no Rio de Janeiro. Escritor e colunista de vários jornais cristãos.


Se Jesus tivesse pregado a mesma mensagem que os ministros pregam hoje, Ele nunca teria sido crucificado”. Leonard Ravenhill, pregador avivalista

“Irmãos, se não levarmos uma vida reta diante de Deus, será uma falsidade clamarmos por um avivamento, dia e noite, meses e meses seguidos. Temos que perguntar a nós mesmos: meu coração está puro? Minhas mãos estão limpas?’’ – apelo feito durante o avivamento das Ilhas Hébridas

Em recente pesquisa de opinião com 1200 entrevistados realizada pela Fundação Getúlio Vargas, e apresentada pelo conselheiro Joaquim Falcão, do Conselho Nacional de Justiça, verificou-se o grau de credibilidade que determinadas instituições em nosso país possuem diante da sociedade. Permita-me discorrer sobre o assunto de maneira coerente e transparente. Pois bem, vamos aos números, que, aliás, dizem que não mentem. Se forem fidedignos ou não, desejo não entrar no mérito da questão.
Com 82% de aceitação encontram-se as Forças Armadas e a Escola, seguidas da Polícia Federal e a Igreja Católica, com 72% e 65%, respectivamente. Confesso que fiquei assustado com o grau de credibilidade atribuído a Igreja Evangélica: 51% apenas. De fato, o chamado “mundo evangélico” passa por terríveis crises na ética e na moral, isto é, no conjunto de normas de conduta de uma vida cristã coerente com a Bíblia, que é o que se espera de todo crente. É bem verdade que a imprensa de um modo geral inclina-se a perseguir a Igreja, porém, infelizmente, temos dado munição para que isso aconteça em nosso país. Pense nisso.
É possível que atualmente tenhamos o maior índice de pessoas freqüentando templos evangélicos (e católicos também), com o mais baixo índice de espiritualidade de todos os tempos. Parece que lamentavelmente as igrejas estão lotadas de pessoas vazias. Isso mesmo! Algumas igrejas locais neopentecostais, pentecostais e históricas conseguem em seus cultos regulares reunir multidões de pessoas em torno de um Evangelho pobre da sã doutrina e rico na teologia da prosperidade. Fico cada vez mais preocupado com a qualidade de vida espiritual nas comunidades cristãs que se reúnem em mais de 150.000 templos evangélicos espalhados pelo país. O “Brasil Evangélico” tem crescido. Porém, creio que não precisamos de muitos “evangélicos”, mas certamente de mais cristãos autênticos.
Durante os últimos 30 anos, a Igreja Evangélica tem crescido pelo menos 2 vezes mais rapidamente do que a população.Os evangélicos cresceram 2,5 vezes mais rapidamente do que a população do Brasil na década de 80 e mais que 4 vezes acima da taxa de crescimento populacional na década de 90. No cômputo geral, os evangélicos cresceram de 6% para 10,6% de 1991 para 2000 e o grupo de pessoas que se diz "sem religião" saltou de 4,7% para 7,4% no mesmo período.
Lamentavelmente, os escândalos também são cada vez mais freqüentes no segmento evangélico. Nas palavras do autor Ronald Sider "o comportamento escandaloso tem destruído rapidamente o Cristianismo; e mais, os cristãos afirmam com os lábios, que Jesus é Senhor, mas com certos atos, demonstram lealdade ao dinheiro, ao sexo e a seus interesses pessoais’’.Elben César diz em seu artigo sobre o escândalo de Ted Haggard(Ultimato,jan/07) que embora o que chama mais atenção do público e da mídia sejam os escândalos sexuais, o orgulho é o pecado mais grave e é ele que abre as portas para qualquer outro escândalo.
De fato o segmento evangélico no Brasil passa por algumas turbulências. Não temos representatividade definida junto à sociedade. No dias atuais a unidade da Igreja Evangélica também deveria ser vista nas denominações, que se proliferam assustadoramente, tendo como causa principal as porfias, rixas, contendas e busca pelo poder, e não as diversidades litúrgicas ou doutrinárias. Jorge Himitian afirmou que “O Espírito Santo não tem interesse em edificar estruturas denominacionais, mas a Igreja, o Corpo de Cristo”. Infelizmente, o diabo tem aproveitado essa desunião e falta de unidade, que é visível entre o povo de Deus. E certamente as diferenças denominacionais acabam constituindo um grande empecilho para evangelização.
Por isso, minha oração é que o Senhor desperte o Seu povo nesses dias em nosso amado Brasil, a fim de que clamemos por uma restauração da integridade e unidade entre os cristãos nascidos de novo, pois só assim veremos um avivamento genuíno em nosso país, que nem o diabo e todos os seus demônios poderão nos deter. Aleluia!
“Em Deus faremos proezas...”


sábado, 14 de fevereiro de 2009

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domingo, 8 de fevereiro de 2009

MISSÕES URBANAS E AS UNIVERSIDADES NO SÉCULO XXI

MATÉRIA PUBLICADA NA REVISTA ''PALAVRA DE PAZ'' - fevereiro 2009
Pastor Mauricio Price é missionário e médico. Presidente do Diretório Estadual da Sociedade Bíblica do Brasil no Rio de Janeiro. Atua no ministério cristão universitário desde 1997. Escritor e colunista de vários jornais cristãos.

Vivemos um urbanismo emergente neste século e a Igreja Cristã enfrentará significativos desafios no cumprimento de sua Grande Comissão(Mr16.15). Quase 60% da população nos próximos 25 anos viverá nas cidades, o qual representa um incremento de 13% em relação ao ano 2000 e 46% em relação a 1900. É notório nas igrejas evangélicas, especialmente na África, América Latina e Ásia, o seu dinamismo evangelístico e missionário. Porém, é necessário um compromisso mais profundo no tocante ao desafio missionário no contexto urbano.
Segundo algumas pesquisas chega ser chocante poder testificar a crise na vida de muitos cristãos em nossa época. Constata-se que apenas 5% dos crentes já ganharam alguém para Cristo e 95% permanecem na esterilidade espiritual. Não geram filhos, isto é, são inférteis e impotentes, quase que inúteis na missão evangelizadora da Igreja.
Nos últimos cinqüenta anos, o hinduísmo cresceu 167%, enquanto o islamismo 500%, e o budismo 147%. Já o cristianismo expandiu-se apenas 47%. Mais de dois bilhões de pessoas e mil etnias não alcançadas pelo Evangelho e ainda três mil e seiscentas línguas e dialetos sem a tradução da Bíblia são inquestionavelmente desafios para a Igreja neste século.
Precisamos nos lembrar ainda que a história da Igreja surgiu numa grande cidade - Jerusalém -; espalhando-se por grandes centros, tais como Samaria e Antioquia. Aliás, a história do Cristianismo nos revela ainda que as cidades têm sido áreas de batalha entre Deus e Satanás, e que Ele também contempla o bem-estar das cidades e que a atividade redentora de Deus centraliza-se em muito nas cidades. Assim, aprendemos sobre o assunto nas Escrituras o seguinte:
´´ e não hei de eu ter compaixão da grande cidade de Nínive, em que há mais de cinto e vinte mil pessoas, que não sabem discernir entre a mão direita e a mão esquerda, e também muitos animais ?´´ Jn 4.11
Os centros urbanos com sua diversidade social, cultural, econômica e espiritual, constituem, pois então, num amplo campo missionário para a Igreja ou para atuação de forças demoníacas; dos cristãos ou dos feiticeiros e bruxos; dos homens de bem ou dos assassinos.Dessa forma, a cidade em que vivemos é realmente um teatro de operações de combate entre Deus e o Diabo. Pense nisso.
Sabemos que o Senhor Jesus em seu ministério terreno desenvolveu a evangelização e atuação missionária tanto na área rural como nos centros urbanos da época. Andava de cidade em cidade (Lc8.1).Certa vez chegou em determinada cidade, viu-a e chorou, compadecendo-se dela (Lc19.41); e ainda orientou pregar em qualquer cidade ou povoado (Mt10.11).
Compreendendo, pois então, que as cidades desde sua história até sua diversidade de fatores influenciadores na vida de seus habitantes, aprendemos com o exemplo de Jesus, que a Igreja precisa enfrentar o desafio missionário urbano enxergando sua cidade como o primeiro campo missionário a ser alcançado e transformado pelo poder do Evangelho de Cristo. Ele conta com cada um de nós!
Nesse contexto missionário urbano a Igreja precisa enxergar também as universidades como centros estratégicos para o progresso do Evangelho. Mas como a Igreja pode atuar de maneira eficiente dentro de centros universitários como no Rio de Janeiro, por exemplo? Através de uma Capelania Universitária. Mas o que é uma Capelania e qual a sua função ?
Capelania é uma atividade cuja missão é colaborar na formação integral do ser humano, oferecendo oportunidades de conhecimento, reflexão, desenvolvimento e aplicação dos valores e princípios ético-cristãos e da revelação de Deus para o exercício saudável da cidadania.
Em ambiente hospitalar, por exemplo, a capelania atua como uma assistência religiosa prestada por ministro religioso, garantida por lei em entidades civis e militares de internação coletiva com dispositivo previsto na Constituição Brasileira de 1988 nos seguintes termos: “é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas entidades civis e militares de internação coletiva”. (CF art. 5º, VII)
Atráves das diferentes capelanias cristãs existentes – universitária, portuária, prisional, hospitalar, estudantil, entre outras – a Igreja pode desenvolver um consistente trabalho missionário em diferentes instituições em nossa cidade, estado e nação.Por exemplo, a Capelania Evangélica Universitária(CEU) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), sob minha coordenação voluntária, desenvolve diversos eventos cristãos na universidade, apoiando e supervisionando ainda os Movimentos Estudantis Evangélicos que lá atuam, como a Aliança Bíblica Universitária (ABU), a Cruzada Estudantil Alfa e Omega e a Universidade para Cristo.
Nossa equipe tem colhido muitos frutos em nossas atividades de assistencialismo espiritual nesse amplo campo missionário urbano que hoje abrange mais de 30.000 membros, entre alunos, servidores e docentes. Creio que Deus ao longo da História sempre enxergou o potencial das universidades para promoção do Evangelho, pois sabemos que foram dentro delas que eclodiram os maiores avivamentos espirituais no Cristianismo.
John Wesley(1703-1791), pregador avivalista, membro do “Clube Santo” na Universidade de Oxford, certa vez teve um desejo, que inspira a vida de milhões de cristãos, inclusive a minha :

“Dá-me cem homens que nada odeiem senão o pecado, que nada temam senão Deus e que nada busquem senão almas perdidas, e eu transformarei o mundo em chamas”

Que seja também o nosso desejo! Deus te abençoe!

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O PERIGO DA DIALÉTICA HEGELIANA NA IGREJA

"Dialética Hegeliana está sendo integrada com sucesso no governo, na mídia, nas forças armadas, na polícia, na educação pública, nas faculdades, nos seminários e até nas igrejas para centralizar tudo e nos unificar em uma mentalidade socialista de governança global.´´ Paul Proctor

Uma ´´tsunami´´ de métodos de crescimento de igrejas vem influenciando e naufragando vários líderes evangélicos em todo o mundo inclusive no Brasil, induzindo-os a tornar suas igrejas locais prósperas e faraônicas. Essa “onda do inferno” vem causando sérios problemas para a Igreja de Cristo.Convido-lhe nesse momento a refletir sobre o assunto.
Observamos que esses novos métodos de crescimento de igrejas fundamentam-se na substituição da autêntica mensagem do Evangelho por um discurso humanista de tolerância e fraternidade, distante dos padrões bíblicos, onde o pastor torna-se um mero “facilitador”, isto é, um mediador entre “prós e contras”, permitindo a conciliação ou o chamado “consenso” em nome de uma suposta “unidade”. Creio que essa visão de administração até seria aplicável se a igreja fosse uma empresa onde o líder e/ou grupo de pessoas administram um negócio natural e humano e não espiritual e divino.
Entretanto, a Igreja não é e nunca foi um clube social ou eclesiástico, conceito que os “facilitadores” estão tentando obstinadamente nos impor. Fique atento ! Aliás, a Igreja (gr. eklesia) – segundo o melhor conceito – é uma assembléia de pessoas salvas e regeneradas que aceitaram a mensagem de salvação bíblica pela soberana vontade de Deus. A Igreja não é obra humana, mas divina. Pense nisso.
No Cristianismo moderno vemos que as estratégias usadas por alguns “pastores” na tentativa de atrair pessoas à igreja local para ouvir coisas agradáveis “ao próprio ventre” e recheadas de ´´ psicologia ´´ dita cristã , não encontram respaldo bíblico. O verdadeiro pregador do Evangelho deve almejar agradar a Deus e não aos homens. O homem mundano e carnal não compreende isso. Desejo nesse momento compartilhar com o amado(a) leitor, o relato do escritor cristão Paul Proctor, sobre a “transformação” ocorrida numa grande igreja histórica nos EUA e o papel do seu pastor “facilitador” nesse processo:

Nas próximas semanas uma nova mensagem começou a emanar do púlpito ...um tema recorrente de tolerância, diversidade e unidade parecia permear quase todos os sermões. Tornou-se claro para mim que a "nova direção" do pastor era mundana e que ele estava agora sendo guiado por alguém ou outra coisa diferente de Deus... A psicologia social do "vamos viver em harmonia" era notória. Claro, a Bíblia nos diz para vivermos em paz uns com os outros, e mantermos relacionamentos saudáveis com nossos irmãos em Cristo, mas não à custa de Deus. O pastor que eu antigamente tinha em alta estima começou a recitar clichês de "pensamento de grupo" como: 'Você não pode estar em paz com Deus e em desarmonia com todas as pessoas', querendo dizer que agora era a hora de todos contemporizarmos em nossa consciência e convicções, pensando no bem coletivo. Esse é o "Processo do Consenso" em operação, uma técnica de lavagem cerebral de mais de duzentos anos conhecida pelos psicólogos sociais de todo o mundo como "Dialética Hegeliana", desenvolvida por George W. Friedrich Hegel, no final do século XVIII, e que envolve a prática da contemporização para obter a harmonia social entre grupos opostos e/ou sistemas de crenças. A dialética hegeliana é especialmente danosa para aqueles na fé que são compelidos no processo a aceitar o inaceitável, de modo a ganhar a aprovação do grupo. É a mentalidade do rebanho do pensamento humanista e é uma abominação diante de Deus....O "consenso" é a contemporização em direção ao "pensamento do grupo", não ao pensamento de Deus. É conformidade ao coletivo por meio da pressão do grupo. É o centro de toda heresia. A centralização em direção ao globalismo é a razão para o consenso e explica por que tantas grandes empresas se fundiram em monopólios controlados pelo governo; por que os dois grandes partidos políticos nos EUA se tornaram quase que indistinguíveis; por que a soberania nacional está sendo entregue às Nações Unidas; por que a Constituição está sendo ignorada pelo nosso próprio presidente; por que o "Encontro do Milênio Pela Paz Mundial dos Líderes Espirituais e Religiosos" foi reunido em agosto de 2000 para lançar uma Religião Global e os líderes mundiais de 160 países reuniram-se em setembro do mesmo ano na ONU para o "Encontro do Milênio" para iniciar o Governo Mundial, completo com seu próprio Tribunal Penal, um sistema tributário global, e um Exército permanente. Infelizmente, o pequeno e nojento segredo sobre o processo do consenso é que qualquer assunto discutido geralmente já tem uma resposta predeterminada oferecida pelo "facilitador". Imagine isto! A consciência e a contemporização nunca podem coexistir. Elas são sempre incompatíveis. Uma precisa ceder para que haja unidade com a outra. Portanto, o consenso sempre levará seus seguidores para longe dos absolutos e da autoridade bíblica (isto é, "Assim diz o SENHOR..."), de modo a obter a aceitação e aprovação do grupo.

Creio que não necessito discorrer mais sobre o assunto. Minha oração é que não sejamos seduzidos por essas estratégias mundanas, mas que sejamos fiéis a Palavra e ao Senhor da Palavra, até que Ele venha. Aleluia ! ´´ Em Deus faremos proezas...´´